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Prêmio Goncourt 1990, Os Campos de Honra revela o
talento e o estilo perfeito de um escritor capaz de transformar em poesia as situações mais
simples do cotidiano. Com doses de humor e nostalgia, Jean Rouaud fala sobre a vida, a morte, os
sonhos e as tristezas de uma família numa história que se materializa através das
lembraças do narrador. |
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Do pai não se sabia muito, senão que sua
morte, aos 41 anos, num dia depois do Natal, tinha arastado, por uma espécie de "lei das séries", as da
tia Marie e do avô materno. Quem era então esse homem que tinha o poder de provocar o vazio
atrás de si? Um homem ilustre? Como ele existem milhões. Dos que se matam no trabalho
para asseguar um arremedo de bem-estar para sua família e que, apanhados por um cotidiano
devorador, enterram prematuramente as aspirações de sua juventude. Exatamente como esse rapaz
alto, órfão, de múltiplos talentos, amante do teatro e da boa conversa, que só
cometeu o erro de estar com vinte anos no momento em que a Europa encenava um remake mais
sangrento ainda, do primeiro conflito mundial. |